Guia do especialista · Show Glass · desde 1990
De onde vem, como reconhecer um verdadeiro, quanto custa e como cuidar — o guia completo da peça mais aristocrática do mundo dos espelhos.
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01 — História
A república de Veneza protegia a técnica dos seus espelhos como arma econômica — artesãos que tentassem emigrar eram caçados:
Murano concentra os mestres vidreiros de Veneza — por segurança e segredo
o auge: espelhos venezianos valem fortunas nas cortes europeias
a prateação química populariza o espelho — o veneziano vira símbolo de tradição
a técnica sobrevive em ateliês — inclusive no nosso, em São Paulo
02 — Anatomia
Um veneziano clássico se monta em camadas: o espelho central (o “campo”), a borda de apliques espelhados lapidados, os cabochões (as “gemas” de vidro nas junções) e, nos mais elaborados, o coroamento — o arremate superior trabalhado que dá a silhueta característica.
o espelho principal, bisotado
as peças lapidadas que formam a “moldura”
o arremate superior que assina a peça
03 — Reconhecer
O mercado tem muita peça “estilo veneziano” de apliques plásticos ou impressos. O verdadeiro se reconhece em três testes: os apliques são de espelho lapidado (brilham em ângulos diferentes quando você anda), as junções têm cabochões de vidro (não plástico) e a borda do campo central é bisotada de verdade — passa o dedo e sente o chanfro.
anda pela sala: o brilho muda? é lapidação real
vidro é frio e pesado; plástico, não
o bisotê se sente ao toque
04 — Cuidados e valor
Veneziano bem feito atravessa décadas — os antigos seguem em leilões justamente por isso. O cuidado é simples: limpador de vidros com pano macio no campo, pincel seco entre os apliques, e nunca produto abrasivo. Sobre valor: é peça artesanal, orçada pelo desenho e pela medida — e das que menos desvalorizam com o tempo.
pano macio + pincel seco entre os relevos
décadas — os antigos viram peça de leilão
artesanal orçado por desenho e medida
Galeria de projetos
A palavra de quem vende
Todo mês chega alguém com foto de "veneziano" de loja de departamento perguntando por que o nosso custa mais. Eu passo os três testes com a pessoa na frente da peça — ângulo, cabochão, chanfro — e a diferença se explica sozinha. Artesanato não compete com injeção plástica; convive.
Temos clientes que herdaram venezianos dos avós e trazem para restauro: a gente troca o campo central oxidado e preserva os apliques originais. É o tipo de serviço que só ateliê faz.
Priscila Munhoz · Consultora Show Glass
Para ir além
Este guia acompanha a peça que fabricamos: o espelho veneziano artesanal da Show Glass, feito com a técnica herdada de Murano — apliques lapidados à mão sobre espelho central bisotado — na nossa fábrica em São Paulo, desde 1990.
Para ver medidas, ambientes e encomendar o seu, a página do produto tem tudo; para restauro de peças antigas de família, o caminho é o WhatsApp com fotos da peça.
05 — Perguntas frequentes
Porque a técnica nasceu em Veneza — na ilha de Murano, onde a república concentrou (e trancou) seus mestres vidreiros a partir do século XIII.
Apliques de espelho lapidado (brilho que muda com o ângulo), cabochões de vidro nas junções e bisotê real no campo central.
Tem — peças bem conservadas circulam em leilões e antiquários. E venezianos novos bem feitos seguem o mesmo caminho.
Sim: trocamos o campo central oxidado preservando os apliques originais — o restauro que mantém a alma da peça.
Sala de jantar, hall e lavabo — onde a peça pode reinar sozinha na parede.
Embalagem com cantoneiras e placa rígida; nos envios para fora de SP, usamos engradado protegido.
Na nossa página do espelho veneziano ou direto no WhatsApp — desenho e orçamento no mesmo dia útil.
Vamos ao seu projeto
Sob medida ou restauro — a técnica de Murano mora aqui.
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